Custa-me imenso falar, escrever sobre os momentos que estamos a viver. Quem imaginaria há 3 ou 4 meses que isto iria acontecer? Parece que estamos a vivenciar cenas de um filme de ficção científica... A humanidade a lutar contra um vírus... Sim, isto é uma guerra!
De repente, somos obrigados a tentar "fugir" de algo que não se vê, que não sabemos quem tem ...
Começou na China, de um momento para o outro assistimos à morte e ao contágio de imensos chineses...Ultrapassou fronteiras, Continentes... Está espalhado por todo o mundo.
Em Portugal, segundo as autoridades, estamos a entrar na fase mais complicada... De ontem para hoje os casos aumentaram substanciamente, no entanto só há um morto... Olho para a vizinha Espanha e assusto-me ainda mais, quase 200 mortos... e Itália? Bem, a situação italiana é trágica... o maior número de mortos da Europa... Meu Deus... quando passará?
Ontem (dia 16 de março), todas as escolas portuguesas fecharam.
terça-feira, 17 de março de 2020
sexta-feira, 13 de março de 2020
Covid-19
Como explicar o que está a acontecer no mundo? Uma pandemia assolou o nosso quotidiano. Estamos em alerta constante. Hoje as escolas fecharam. Estarei, com as minhas filhas e o meu marido, em isolamento. Amanhã será o dia 1.
segunda-feira, 2 de março de 2020
Escrito há muito tempo...
( Teve como referência uma fotografia: mãos a preto e branco)
Rosa Cruz
Pela tua mão
Mergulhei num turbilhão
de emoções aceleradas
Rasguei nuvens e planei por locais nunca explorados.
Fui gigante num reino nosso, onde tudo era possível.
E sonhei, como sonhei!
Pela tua mão
Fui fêmea
arrebatada
Paixão
descontrolada
Oceano profundo cheio de vida.
E amei, como amei!
Na tua mão
Havia o encantamento da surpresa,
O brilho da verdade absoluta,
O nada que era tudo..
Em mim.
Na tua mão
Nasciam fontes que saciavam,
Barcos à vela
que navegavam,
Na certeza do futuro incerto...
Em ti.
Mas a tua mão
partiu.
Restou-me o vazio das minhas.
O frio da pele num corpo onde tudo jaz.
A inércia
do que antes foi pulsar, jorro de vida.
Foste. Fomos.
Deixaste o suave sopro de ar entre os dedos
E a escuridão.
Rosa Cruz
domingo, 1 de março de 2020
Carnaval 2020





Este ano, a nossa viagem de Carnaval foi à Alemanha.
Aterramos em Bremen. Hotel agradável. No dia seguinte fomos até Hamburgo. Esta cidade foi a "responsável" pela escolha da Alemanha... O Rui queria muito (há muito tempo) visitar um museu de miniaturas de comboinhos. Foi fantástico. As réplicas das cidades eram perfeitas. Adoramos. À noite regressamos a Bremen. Nos restantes dias passeamos pela cidade. Bremen é uma cidade bonita (exceto junto às estações de metro e de comboios onde proliferam pessoas sem abrigo,muitos toxicodependentes e muitos alcoólicos).
Fomos os quatro. As adolescentes ainda gostam e fazem questão de nos acompanhar nestas aventuras :)
sábado, 8 de fevereiro de 2020
Ontem, fomos ao teatro.
Fui completamente "às escuras"... Sabia que seria uma versão da Carla Maciel (encenada por Miguel Loureiro) sobre a obra " A Dama das Camélias"( de Alexandre Dumas, filho). Obviamente, do meu pensamento não me saia a ideia de uma história trágica, longa (demasiado longa), fatal.
Fui brindada com uma comédia. Cerca de 90% do texto original está lá, intacto... Mas os 10%... Esses são brilhantes, ritmados, trabalhados,pensados e representados com mestria.
Que espetáculo maravilhoso...
Se tiverem oportunidade corram até ao Teatro Nacional S.João. Só cá estarão até amanhã. Não percam!
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
Ó tabaco, seu feio...
Tinha 14 anos. Um professor faltou e fui com o meu grupo de amigos para um café perto do Liceu (agora, escola secundária). Andava no nono ano e naquela altura o cigarro era sinónimo de estilo, muito estilo. Não se falava em cancro de pulmão, nem em problemas cardíacos. Só estilo. Eu não passava de uma miúda que desejava arduamente ter estilo.
Primeira passa, convulsão de tosse.
Insisti... A vontade de ser "estilosa" era muito superior à dor de garganta que a inalação de fumo me provocava...
Nova tentativa. Detestei.
Acho que repeti uma semana (ou duas) depois. Não sabia travar, não sabia pegar no cigarro... Treinei em casa quando não havia pais por perto... Um mês depois... Já era uma "pita" cheia de "estilo" a achar-se adulta...
Passaram 34 anos. Imensas tentativas frustradas para me libertar deste vício.
Tomem nota: não fumo há cinco meses e dezessete horas...
Qualquer dia explicarei como...
Depois de tantos anos...
Olá!
E do nada... Lembrei-me que um dia tive um blogue...
Hummmm... Se calhar está na altura de o ressuscitar...
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